Até quando sentes raiva por outro, o amor que sentes é tanto que permites queimar-te por dentro para mostrar que amas. Permites matar para provar amor.
Apenas a mente acredita que o amor está ou não presente na vida. O coração sabe que é amor.
A mente cria separação. Conta histórias. Quase sempre histórias de separação. Ama-me, não me ama. Valida-me, não me valida. Aprova-me, não me aprova.
O coração só conta uma história: amo-te-me.
E a mente cria padrões, diferentes tipos de amor. Não consegue amar o companheiro da mesma forma que ama o filho. Não consegue amar o pai da mesma forma que ama o colega.
A mente, mente. Acredita que sexo e amor são a mesma coisa. Nem sequer consegue assumir que sexo, quando acontece, é consigo mesmo. A fonte do prazer, numa relação sexual com outro, é em si que está e nunca no outro. O outro é um bónus.
Quando a mente descobre isto, sempre que está com outro só consegue amar. Ama sempre com a mesma intensidade. E mesmo quando o outro não se comporta como a mente deseja, continua a amar.
E ás vezes o amor é tanto que a separação física é um acto de amor. A mente pode dizer que há dor, sofrimento, perda, ódio, distância, medo, ansiedade, arrogância, infelicidade. Mentiras.
Para onde quer que olhe, o que quer que seja que observe, é sempre amor.
E este amor por vezes é tanto que criamos a ilusão da separação. E nesta ilusão estamos unidos. Mas só 100% das vezes.
O pai pode ter morrido há 20 anos, a ex-companheira pode ter seguido outra vida há 10 anos, e o filho pode ter saído de casa há 5 anos. E no entanto a mente lembra-se de cada um todos os dias. Impossível ser de outra maneira.
E em vez de desfrutar este amor, a mente acredita que está separada. Acredita que os outros podem ferir.
A única pessoa capaz de me ferir sou eu, quando acredito em mentiras.
Amo-te apenas pelo prazer que me causa amar. E amo-te tanto que permito que te afastes (como se tal fosse possível). E amo-te tanto que permito dizer-te não quando é o que sinto. Fiel a mim mesmo, ao amor que está sempre presente.
E mesmo quando me dedico a falar mal dos outros, a jogar o jogo do "deita abaixo", estou a amar. Simplesmente não estou consciente da experiência. E é ok.
E mesmo que a mente grite para ter razão, e me diga que há fome e guerra, sei que é na mente que está a maior fome e guerra. Por amor.
Amo-te-me. Sabe-me-te tão deliciosamente bem.
